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KRANEO – Afro-Punks em SP / Anos 80 – Fotos de Rui Mendes

Kraneo: punk paulista no TUCA.

Kraneo: punk paulista no TUCA.

MÚSICA É A MENSAGEM

A relação do tecno com o binômio homem-máquina, no diálogo com Jeff Mills, o legendário produtor de tecno de Detroit nos leva a impressionantes insights do impacto que a terceira onda tem causado na paisagem contemporânea. Detroit, essa “cidade portátil”, virtualizada na minimalista batida de um sequenciador automático, profetiza em sua música – que já nos deu a Motown, Stooges, e MC5 – o zeitgeist deste início de milênio.

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ONE NATION UNDER A GROOVE

Um dos maiores prazeres de se gastar a sua vida entre discos é presenciar a “revelação” que um disco pode ser para uma pessoa. Sabemos o poder da música neste aspecto, quanto sua capacidade de persuasão e sedução podem nos virar do avesso em poucos minutos. Uma simples canção pode mudar a vida de uma pessoa e poder conduzir esta pessoa para esta revelação nos dá uma sensação de dever cumprido, todas as horas e camadas de tímpanos gastas não foram em vão.

Nigeria “Psy” Afro-Rock and Fuzz Funk in 1970’s

Soundway Records presents Nigeria Rock Special: Psychedelic Afro-Rock and Fuzz Funk in 1970s Nigeria, a fascinating look at the underground Rock scene in 1970s Nigeria.

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A INSUSTENTÁVEL BRANQUEZA DO SER (1): Teoria Crítica Afro-Americana e Cibercultura

“Depois do egípcio, do indiano, do grego e do romano, do germânico e do mongol, o negro é uma espécie de sétimo filho, nascido com um véu e presenteado com uma percepção neste mundo americano – um mundo que não lhe permite nenhuma auto-consciência real, mas só o deixa ver a si mesmo através da revelação do outro mundo. É um sentimento particular, esta dupla consciência, esta sensação de sempre olhar para o seu eu através dos olhos dos outros, de medir a sua alma com a trena de um mundo que o observa com divertido desprezo e piedade. Sua dualidade (twoness) é constantemente sentida – um americano, um negro; duas almas, dois pensamentos, dois esforços inconciliáveis; dois ideais em guerra em um só corpo escuro, cuja força tenaz é apenas o que o impede de se dilacerar.
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PAUL GILROY: O ATLÂNTICO NEGRO

No Prefácio à lª edição de The Black Atlantic (1993), Paul Gilroy aspira que a leitura do seu livro represente uma viagem marítima pelo mundo do Atlântico Negro. Este último termo refere-se metaforicamente às estruturas transnacionais criadas na modernidade que se desenvolveram e deram origem a um sistema de comunicações globais marcado por fluxos e trocas culturais. A formação dessa rede possibilitou às populações negras durante a diáspora africana formarem uma cultura que não pode ser identificada exclusivamente como caribenha, africana, americana, ou britânica, mas todas elas ao mesmo tempo. Trata-se da cultura do Atlântico Negro, uma cultura que pelo seu caráter híbrido não se encontra circunscrita às fronteiras étnicas ou nacionais. Ao longo de 419 páginas o autor repensa a modernidade por meio da história do Atlântico Negro e da diáspora africana no hemisfério ocidental, conduzindo-nos de maneira instigante por rotas de difícil navegação.

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